domingo, 19 de junho de 2011

PRINCIPAIS RAÇAS LEITEIRAS E SUAS CARACTERÍSTICAS

Holandês

É uma raça de grande porte, podendo suas matrizes atingir um peso vivo de 750 kg. É a raça de maior produção leiteira. A produção média por lactação varia de 4000 a 9000 kg de leite. Os teores de gordura variam de 3,0 a 4,0 %. Porém, exige uma elevada qualidade na dieta, sendo pouco resistente a deficiências nutricionais. Outros fatores limitantes desta raça são os problemas no parto, a pouca resistência ao calor, pouca adaptação ao declínio topográfico e a baixa vida útil. Dentro desta raça existe a variação vermelha e branca, que é mais rústica que a holandesa preta e branca.  Possui porte médio (500 a 600 kg), produção que varia de 4000 a 7000 kg por lactação e teor de gordura de 3,0 a 4,0%.  A holandesa vermelha e branca possui as mesmas limitações da raça preta e branca.



Jersey

É uma raça de médio a pequeno porte, possui uma produção média que varia de 3500 a 4000 kg de leite por lactação e o teor de gordura do leite é alto variando de 4,0 a 5,5%. Esta raça possui poucos problemas no parto, resiste a altas temperaturas mantendo o conforto térmico até os 30°C e apresenta uma elevada vida útil, podendo chegar a 20 anos. Como fator limitante se destaca a pouca resistência a deficiência nutricional e ao declínio topográfico. Esta raça possui uma brusca variação na pelagem podendo variar da coloração castor clara ao marrom escuro.

    

Girolando

Originária do cruzamento das raças Holandesa e Gir, herdando a produção da Holandesa e a rusticidade da Gir. Possui dupla aptidão podendo ser usada para produção leiteira e de carne, já que é dotada de um acelerado ganho de peso. As vacas desta raça são de médio a grande porte, pesando entre 450 a 600 kg. A produção média é de 3600 kg de leite por lactação e os teores de gordura variam entre 3,8 a 4,2%. Esta raça dificilmente vai apresentar problemas no parto e resiste a períodos de deficiência nutricional. Ou seja, não é tão exigente em relação a dieta como  a Holandesa e a Jersey. Adapta-se a diferentes ambientes e condições, se destacando em criações extensivas. A raça Girolando também apresenta uma diferença na pelagem, variando de marrom à preta com manchas brancas espalhadas por todo corpo.


Pardo Suíço

Raça de grande porte, cujas matrizes pesam de 600 a 700 kg. É uma raça rústica que se adapta a locais de elevada altitude (até 2800m) e altas temperaturas. É longeva, podendo chegar a 22 anos. A produção média desta raça varia de 4500 a 6200 kg por lactação e o teor de gordura no leite varia de 3,5 a 4,0%. Esta raça se caracteriza por uma pelagem com diferentes tons no cinza, variando do claro ao escuro.



Por Cassiano Carlos Kuss


sábado, 18 de junho de 2011

BRUCELOSE BOVINA

O QUE É?
Doença infecciosa causada por bactéria. Possui desenvolvimento lento e comumente atinge os animais por um longo período de tempo. Também é classificada como zoonose, já que pode ser transmitida dos bovinos aos humanos, nos quais ocasiona a chamada febre ondulante.
O QUE CAUSA?
Provoca abortos no terço final da gestação e nascimento de bezerros fracos ou, ainda, natimortos. Também é possível observar retenção de placenta, repetição de cio, metrite, aumento do intervalo entre partos, mastite, infertilidade, queda na produção de leite, aumento de volume nas articulações e inflamação de articulações. Nos touros, a brucelose causa aumento no tamanho dos testículos com inflamação, causando infertilidade e diminuição do apetite sexual.
Figura 1- Natimorto
Figura 2- Inflamação de testículos.
Figura 3 - Retenção de placenta.

QUAL É A FORMA DE TRANSMISSÃO?
Pelo hábito dos bovinos de lamber a genitália de fêmeas doentes e pelo contato oral com alimentos, água, cama, entre outros materiais, contaminados com urina, corrimento vaginal, restos de placenta, líquidos fetais, restos fetais ou fezes de animais doentes.
COMO PREVENIR E TRATAR?
Dentre as práticas de prevenção e controle, podemos destacar:
  • vacinação das bezerras entre 3 e 8 meses de idade;
  • exame de todo o rebanho, no mínimo uma vez ao ano;
  • repetição do exame em bovinos suspeitos após três meses;
  • isolamento de animais que apresentam sintomas compatíveis com a doença, principalmente aborto;
  • eliminação de material resultante do abortamento;
  • desifecção, com cal ou creolina, de todo o material em contato com o feto, membranas e líquidos fetais;
  • descarte de bovinos doentes;
  • consulta a profissional qualificado em casos de suspeita da doença, para diagnóstico correto através de exames laboratoriais.


Por Laila Mayara Drebes